terça-feira, 7 de agosto de 2012

Benjamin Biolay e Marilyn Monroe

Quem nunca passou debaixo de uma ventilação de metrô e esperou passar aquele ventinho pra levantar a saia? Pois eu já. E sempre acho graça, mesmo que lutando desesperadamente para esconder as vergonhas - e, muitas vezes, a depilação vencida - do mundo que parece não conseguir apreciar mais a sutileza do erotismo discreto.

Domingo passado fez 50 anos que o mundo perdeu a rainha da sensualidade dos meados do século XX. Ela era linda, engraçada, inteligente, insegura e, vamos admitir, meio louca, mas ninguém jamais foi como Marilyn Monroe.

Ela inspirou gerações com os seus cabelos, roupas provocantes, poses e trejeitos, e foi copiada, imitada, homenageada e referenciada à exaustão. É natural, portanto, que a música pop tivesse falado dela, e o Le Figaro até listou algumas das canções inspiradas por Monroe ao longo das últimas décadas.

A lista é interessante, mas achei curioso que o Figaro tenha esquecido a homenagem francesa mais bonita dos últimos 10 anos e decidi fazer justiça aqui.

O primeiro disco de Benjamin Biolay, chamado Rose Kennedy - um álbum que trada da família do ex-presidente JFK -, fala repetidas vezes de Marylin, utiliza samples da voz dela em algumas músicas, usa um pedaço de River of no Return em Les cerfs volants, e o videoclipe de Les Roses e les Promesses até simula uma cena de um quarto parisiense no dia da morte da diva.





Li aqui que os samples da voz de Marilyn foram tirados do mais que excelente Quanto mais quente melhor, de Billy Wilder. Recomendo fortemente este filme. Tirando os óbvios, recomendo também How to marry a millionaire com a extraordinária Lauren Bacall (não sei o nome em português, quem souber, por favor, comente!)* e, claro, o Adorável Pecadora, filme com Yves Montand.

*Segundo o Vinicius, que comentou aqui embaixo, o nome do filme em português é "Como agarrar um milionário".

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