terça-feira, 5 de julho de 2011

Sob o céu de Paris

Queridos leitores,

Desculpem a ausência prolongada, mas acontece que, pela primeira vez na história do programa, o Sob o céu de Paris está, de fato, sob o céu de Paris.

Fiquei longe porque, na Cidade-Luz fica um pouco complicado querer ficar na frente do computador. Estou certa de que vocês me entendem.

Acima: Pôr do sol na Pont des Arts

Bom, em todo caso, decidi escrever um post sobre as minhas impressões e com algumas dicas de Paris. É a minha segunda vez aqui (sendo que a primeira foi há 10 anos) e eu queria fazer um pequeno guia dos lugares onde visitei para pessoas normais como eu.

Sempre noto, em blogs sobre Paris, que as pessoas que escrevem ou moram na cidade, ou são blogs um pouco pretensiosos com dicas dos lugares mais glamurosos e caros, que turistas como eu - que sou gente como a gente - não podem se dar ao luxo.

Os Franceses

A primeira vez que eu vim aqui não falava uma palavra de francês (a não ser abatjout, je t'aime e merci) e entendia alguma coisa. Mesmo assim a experiência foi ótima e achei os franceses, ao contrário do que dizem, extremamente amáveis e simpáticos.

Agora, que falo um pouco e entendo muito, a impressão permanece a mesma. O francês médio, que você vê andando nas ruas, são incrivelmente gentis. A meu ver, o grande erro cometido pela maioria dos turistas é a aproximação. O que vejo acontecendo e que sempre gera reações desagradáveis é quando o turista já chega de cara falando em inglês, parando a pessoa no meio da rua - e interrompendo tudo o que ela está fazendo - para pedir informação ou qualquer outra coisa.

Ora, como seres humanos civilizados, todo mundo sabe que não é bem assim que a gente deve tratar desconhecidos. Especialmente quando precisamos pedir um favor a eles. Chegando com cuidado, em alguém que não está andando apressado, todo mundo fica contente em te atender e vários tentam arranhar um inglês quando percebem que você é estrangeiro.

Tive experiências ótimas até agora, é só observar as pessoas para quem você quer pedir informação. Nas lojas, a mesma coisa: chegue perguntando em francês se a pessoa fala inglês ("Excuse-moi, parlez-vous anglais?") e voilà! Até agora, ninguém foi sem educação comigo.

É como as nossas mães costumam dizer: dando gentileza, se recebe gentileza.

Os lugares

Eu acredito que Paris é uma cidade onde você tem que flanar. No sentido literal do termo. Mas tem gente que gosta muito do turismo e, realmente, quando é a primeira vez, sair andando por aí sem rumo pode não ser tão legal.

Eu vou tentar recomendar lugares que não são os mais óbvios que todo mundo já sabe, embora isso seja um pouco complicado, uma vez que existem tantos guias, blogs, revistas e livros falando de Paris.

Père Lachaise

Um lugar que eu ouvi falar só quando cheguei aqui 10 anos atrás e que não é um ponto turístico muito tradicional é o Cemitério de Père Lachaise. É lá que estão enterrados grandes nomes da história da França e do mundo. Édith Piaf, Henri Salvador, Alain Bashung, Jim Morrison e Maria Callas são só alguns dos grandes nomes da música enterrados lá.

Acima: a tumba da Édith Piaf. Curiosidade que me encantou: Henri Salvador está enterrado ao lado dela.


Parc de Belleville

Estou hospedada na casa do meu melhor amigo, em Belleville. Aqui pertinho, tem um parque incrível com uma vista inacreditável de Paris. E o melhor: quase só frequentado por franceses. Na minha opinião, a vista é mais legal do que a da badalada Sacre-Coeur de Montmartre.



Eu só tenho esta foto e ela não faz jus à vista encantadora da cidade. Quem quiser visitar, o parque fica aqui.

Pont des Arts

E, finalmente, tem a Pont des Arts. Dos três destinos, certamente este é o mais visitado. Não é nada obscuro e fica no coração de Paris. A ponte foi construída no início do século XIX pelo Napoleão e, durante o século XX foi um ponto de boêmia onde os jovens se reuniam para beber e apreciar a vista. Recentemente, o consumo de alcóol na ponte foi proibido devido às confusões e ela é policiada o tempo todo. Ainda assim, o pôr do sol é lindo e fica ainda mais simpático com os cadeados que os turistas e os enamorados deixam pendurados nas grades laterais (e que a prefeitura remove periodicamente).



Assim que tiver mais material, posto aqui para dividir com vocês essa viagem. Eu estou sem câmera fotográfica, então as coisas ficam mesmo só na memória.

No caso deste post, todas as fotos foram tiradas pelo meu querido amigo Fabio Maciel.
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