sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Melhores da década (por Lia Amâncio)

Convidei a minha amiga Lia Amâncio para fazer uma lista de melhores discos da música francesa da década. Lia, além de conhecedora de música boa, dançarina, produtora de arte, geek e DO LAR, atua com firmeza e dedicação contra o preconceito ao canhotismo e é membro fundadora (junto com a dona deste blog) da Sociedade Amigos dos Canhotos.

Ela se desculpou dizendo (muito modestamente!) que seu conhecimento de música francesa é ainda precário e que só seria capaz de fazer uma listinha com 7 discos. Eu aceitei e a lista é esta que segue abaixo.


1.
Yelle :: Pop-up (2008)


Ela tem esse lance meio bisca, quase funk carioca. Esse disco é diversão pura, duvido alguém ouvir 'à cause des garçons' e não cantarolar por dias a fio.










Massilia Sound System é música política, é rap, é rock, é reggae e, como o melhor da música jovem francesa, tem uma coisa meio arab. E, se você ouvir 'Jovent' com atenção, reconhecerá um certo grupo pernambucano que fez um som tão diferente pra época que acabou mostrando para o país inteiro que Recife também tinha rock. De quebra, mostrou pra França também.







A gente está na era do single, né? Tenho ouvido poucos discos inteiros ultimamente, mas músicas isoladas. E esse disco tem 'All I wanna do', música gostosíssima, que gruda e faz dançar ao mesmo tempo. Climão de verão.










'Mal ô mains' me pegou pelo coração e pelos pés - conheci esse disco quando estava aprendendo a dançar lindy hop com um professor francês que insistia em ensinar aéreos... treinávamos balboa, bal-swing e outras variações da dança por horas até tarde. Não tinha como não me envolver com 'Le tango des gens', que ainda por cima tem aquela levada swing à la Django Reinhardt que eu amo.







Eu acredito no cinismo, no bom humor e na capacidade humana de compor músicas como 'Dis-lui oui'. Também acredito que Bénabar é um gato*.



* Nota da editora deste blog: concordo plenamente!










JP Nataf está para Les Innocents como Nando Reis está para Titãs. Seu trabalho solo, até mesmo pelos anos que se passaram depois que a banda acabou, é mais adulto (embora 'Un homme extraordinaire', sucesso do Les Innocents, até hoje faça gente chorar). JP esteve no Brasil há cerca de 2 anos e bateu um bolão no Forte de Copacabana: autografou meu disco e encheu meu ego indie me gaantindo que eu devia ser a única brasileira fã da banda e de seu trabalho solo. Conheçam, donc.






Claro que precisa estar entre os melhores da década! Influenciou todos os compositores de trilha para publicidade, deu forma à trilha sonora instrumental de Montmartre. Precisa falar mais alguma coisa?









2 comentários:

  1. this guests lists are interesting. Can't say i love all of them, bu surprise and happy to see mathieu boogaerts in some of them.

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  2. I love Mathieu Boogaerts. I saw him last year "à la Java" and the concert was super cool.

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