sábado, 28 de novembro de 2009

As melhores músicas francesas da década

Decidi fazer uma lista de top 10 da década para dar uma prévia do que vai rolar nos programas que virão em breve. Ela segue abaixo em ordem cronológica porque eu simplesmente não consegui escolher, entre estes 10, qual fica na frente de qual.


Disco lindo de Henri Salvador. Tem faixas como "Jardin d'Hiver"e "Mademoiselle", dos então principiantes Benjamin Biolay e Thomas Dutronc.

Henri Salvador era uma daquelas pessoas iluminadas que são capazes de se atualizar sempre e identificar os jovens talentos que vão surgindo sem se sentir ameaçado por eles. Ao contrário, pegava músicas destes compositores e fazia com que elas tivesse a cara dele. Além disso, o bom humor constante fez dele o hors concours do troféu Simpatia da música francesa.

Morreu em 2008, aos 90 anos.




Este foi o primeiro disco de Coralie, lançado quando a cantora tinha apenas 19 ou 23 anos (há uma controvérsia em relação à verdadeira idade da moça, mas a maioria acredita que ela nasceu em 1982).

A irmã de Benjamin Biolay lançou este disco e, muito em breve, uma de suas faixas já estaria incluída em uma trilha sonora de Hollywood. Nada mal, né? O filme em questão é o delicioso "Something's gotta give", e a trilha dele é toda boa. Eu recomendo.



Além de compor e produzir o disco da irmã Coralie Clément no ano anterior, Benjamin Biolay arranjou tempo para lançar um disco próprio no ano seguinte que é, até hoje, o melhor dele (sim, eu já ouvi o "La Superbe").

Tem faixas inacreditáveis, como "Les Cerfs-Volants", "Un ête sur la côte", "Les roses et les promesses", "Mélodie du bonheur" entre outras. Eu ando completamente apaixonada por esse disco e, por isso, vou deixar para falar nele em um post separado.

Enquanto isso, deixo um link para um videoclipe dele.



Eu fiquei muito na dúvida se escolhia o "Vincent Delerm" ou o "Les piqûres d'arrignée". O último tem faixas como "Il fait si beau", "Déjà Toi" e "J'ai te même pas dis", mas optei por este disco porque é nele que está "Fanny Ardant et moi".

E isto é tudo o que eu tenho a dizer sobre ele.






Se este disco tivesse sido lançado na época em que só existia vinil, ele provavelmente teria furado na minha radiola.

Se a versão de "Heart of glass" que saiu no álbum seguinte da banda tivesse saído neste disco, ele certamente teria furado no meu CD player.







É incabível fazer qualquer lista de melhores da música francesa dos anos '00 sem citar Camille.

Camille é ousada, forte e a sua popularidade (embora eu ache muitas vezes exagerada) já diz muito sobre o que ela causa nas pessoas.








este disco tem faixas que variam entre um clima triste e outro animado (e com uma pitada burlesca, que prevalesce no trabalho seguinte da cantora, o disco "Pays sauvage").

As faixas "Boby Chérri" e "Voilà pourquoi" são as melhores do lado descontraído do disco, "Je ne sais pas choisir" mostra Loizeau em um momento lúdico e "London Town", dueto lindíssimo com Andrew Bird se destaca entre na parte melancólica. É um disco variado, divertido e bem acabado.






Thomas é filho da Françoise Hardy com o Jacques Dutronc (inclusive, é a cópia atualizada do pai) e isto tem que dizer alguma coisa sobre uma pessoa.

Thomas Dutronc lançou o seu disco debut somente em 2007, mas já vem compondo desde 1995. "Comme un manouche sans guitarre" é um disco que já começa certo pelo nome: só de querer homenagear e resgatar a memória do genial Django Reinhardt para as novas gerações, Thomas já merece crédito.

É claro que ele está longe de ser como Reinhardt, mas começou bem. O disco tem músicas deliciosas e Dutronc Filho promete continuar lançando coisas boas.





A primeira vez que eu ouvi este disco da Berry, eu lembro de sentir que ela soava como uma brisa fresca soprando no verão. E, ainda que a música francesa ande bastante rica, eu não pude deixar de sentir que esta cantora dava uma refrescada na cena toda.

Este disco tem uma versão ótima de "Capri" (melhor do que a original, de Hervé Vilard) e músicas suaves e deliciosas como "Belle comme tout", "Le bonheur", "Mademoiselle" e "Enfant de salud".

Berry é delicada, linda e, quando canta, o faz com um sorriso que a gente chega a escutar se prestar bastante atenção.




A nova enfant terrible da música francesa, Coeur de Pirate é cool até no nome artístico. A alcunha*, aliás, retrata muito bem a alma rebelde da moça de cabelos descoloridos e braços tatuados.

Deste disco, a minha favorita é o dueto "Pour un infidéle", com Julien Doré e o videoclipe cheio de imagens antigas e remontagens que valem a pena serem vistas.





*Errata: No texto original, eu tinha escrito alcova, querendo dizer alcunha. Estou me sentindo pésima. Me perdoem. Se o leitor olhar por um prisma poético, o erro poderá fazer um certo sentido, visto que o nome da pessoa é também a casa dela, o lugar onde, socialmente, sendo um não-lugar, ela se identifica e... Ok, não convenci, né? Perdoem o erro.

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